Eu e Tu

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Dois! Eu e Tu, num ser indispensável! Como

Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,
Aspiram a formar um todo, — em cada assomo
A nossa aspiração mais violenta se ateia…

Como a onda e o vento, a Lua e a noite, o orvalho
[e a selva
— O vento erguendo a vaga, o luar doirando a
[noite,
Ou o orvalho inundando as verduras da relva —
Cheio de ti, meu ser de eflúvios impregnou-te!

Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,
O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,
O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,
— Nós dois, de amor enchendo a noite do degredo,

Como partes dum todo, em amplexos supremos
Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,
Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama…

António Feijó

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~ by Filipe Barroso on July 7, 2013.

One Response to “Eu e Tu”

  1. EU e TU, para SEMPRE, assim…

    “Como partes dum todo, em amplexos supremos
    Fundindo os corações no ardor que nos inflama,
    Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,
    Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama…”

    🙂

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